PORQUE FALHAM AS RELAÇÕES

Não existe uma dinâmica padrão para as relações.

Cada pessoa é uma pessoa e cada casal é um casal. Ou seja, não é por a relação de A e B funcionar em determinados moldes que a relação de C e D vai ser igual. Pelo contrário, é muito importante não compararmos a nossa relação à dos outros e muito menos a relações que tivemos anteriormente.

Quando nos apaixonamos é natural ficarmos, de certa forma, hipnotizados pelo outro.

Tudo o que ele faz é bonito e nós pensamos como é que conseguimos viver sem ele durante tanto tempo?!

Até que a relação começa a estabilizar e cada um de nós começa, naturalmente, a entrar na sua rotina. Nessa altura, o mastigar de boca aberta já não é assim tão bonito, o acordar mal disposto já não tem tanta beleza natural, a roupa espalhada pela casa já não é tão agradável…enfim! Os hábitos e rotinas individuais de cada um já não são tão toleráveis como no início.

“Mas então, Eduardo, é nessa altura que percebo que a relação está condenada?” – perguntas tu. A minha resposta é NÃO. A forma como gerem esses pequenos grandes desagrados é que vão ditar a dinâmica do casal.

Hoje quero-te falar do pós-paixão.

Quero-te falar das razões que podem levar uma relação a perder o seu encanto inicial e até mesmo a falhar.

 

 

1.EXPECTATIVA

A expectativa é um dos maiores inimigos do ser humano. Quando gostamos ou queremos muito uma coisa é natural sonharmos e fazermos planos com ela. No entanto, se as coisas não correm exactamente como desejámos acabamos por nos sentir defraudados. É natural e legítimo, mas se não tiveres controlo sobre essa expectativa ela pode mesmo acabar com a tua relação.

Imagina-te no início de uma relação em que ele te oferece todas as semanas um ramo de rosas ou que ela te dá todas as semanas uma massagem relaxante. Existe uma semana em que falha com essa acção, tu não questionas, mas ressentes-te, na semana seguinte a mesma coisa, na a seguir acontece o mesmo. Nesta terceira semana já sentes que a pessoa te desiludiu. A expectativa que colocaste numa pequena acção está a destruir a tua relação porque, não só colocaste toda a tua relação naquele gesto, como quando ele não aconteceu uma vez, continuaste a alimentar o teu ego sobre a próxima vez que irá acontecer.

Se colocaste uma expectativa num “pequeno” gesto de Amor, vais colocar ainda mais em outros gestos que consideres maiores e quando isso falhar vais entrar num ciclo de desilusões. Não porque o outro tenha culpa, mas sim porque te estás a sabotar.

A tua relação deve ser maior do que qualquer expectativa que possas ter, por isso não dependas de pequenos gestos para ser feliz. Depende do teu Amor próprio e do vosso Amor em conjunto.

 

 

2.AUTENTICIDADE

No início deste texto falei-te sobre como tudo é bonito quando estamos apaixonados, mas a verdade é que isso é tudo fruto de uma composição de hormonas que nos faz ficar “cegos de Amor”.

Quantas vezes é que deixaste de dizer o que pensas com a insegurança do que o outro possa pensar?

A exigência que colocamos em nós, muitas vezes, para agradar o outro não é justa nem saudável.

É importante que quem está ao teu lado te conheça e vice-versa. Isto não passa apenas por saber qual o teu clube ou qual é o prato que menos gostas. Isto passa por saber quem és tu enquanto Ser, quais são os teus hábitos, as tuas rotinas, quais os teus sorrisos, quais são os teus sonhos e ambições.

Para uma relação honesta tens que ser honesto contigo, saber o que queres para ti e quais são os teus limites.

 

3.AUTOESTIMA

Não é apenas nas relações, mas também na vida, em geral, não é saudável ter nem baixa nem alta auto-estima. O ideal é saber viver em equilíbrio. Quanto temos baixa auto-estima tendemos a inferiorizarmos em relação ao Mundo e quando temos alta auto-estima, tendemos a superiorizarmos-nos em relação àqueles que consideramos menos bons que nós. Se a auto-estima nos afecta enquanto seres individuais o mesmo vai acontecer quando estamos numa relação. Se o teu parceiro for alguém com uma baixa auto-estima, o teu trabalho vai ser tentar que ele se valorize e vice-versa, se o teu parceiro tiver alta auto-estima, o teu trabalho vai ser “chamá-lo mais à terra” e mostrar-lhe que ele é muito bom em muita coisa e que com isso pode ajudar quem não é tão. Permitindo-lhe, desta forma, a aprender a valorizar quem não tem tanta auto-estima. A auto-estima pode destruir uma relação, porque nem sempre estamos dispostos a trabalhar com o outro, principalmente se virmos pouca evolução em relação a isso. Trabalharmos o ego traz sofrimento porque é um trabalho de tomada de consciência. Por isso, nem sempre é fácil transformarmos-nos na nossa melhor versão nem ajudarmos o outro a se transformar na sua melhor versão.

 

 

4.ESCUTAR

Sou dos que acredito que escutar é diferente de ouvir. Escutar é ouvir e sentir ao mesmo tempo. Por isso, mais do que ouvir, é importante sabermos escutar e ser escutados. Numa relação cada um deve ter o seu tempo para se fazer escutar, no entanto, muitas vezes, não é isso que acontece. Perguntar como correu o dia do outro, apenas para encontrarmos uma janela de oportunidade para contarmos como foi o nosso dia não é escutar, é ouvir. Quantas vezes o teu parceiro te disse que tinha um problema no trabalho e não escutaste? É legitimo, por vezes estamos cansados e temos os nosso próprios problemas, mas se vêm falar connosco temos que nos valorizar por isso. Pois, é sinónimo que somos bons escutadores, talvez bons conselheiros e acima de tudo que somos confiáveis e amigos. Se na altura em que o teu parceiro estiver a desabafar e a tua disposição para escutar é baixa, é mais honesto dizeres-lhe que também não estás bem e que naquele momento o que é mais sincero da tua parte é dares-lhe um abraço, do que apenas ouvires, não integrares nada do que o outro te disse e voltares a pensar nos teus problemas.

 

 

5.OBJECTIVOS

Queres casar? Queres ter filhos? Queres viver na cidade? Queres ter animais? Queres viajar? Queres viver fora do país? Existem inúmeras questões que se levantam quando se trata de do futuro de uma relação. Se os objectivos não forem comuns: faz sentido ou não continuar a relação? Esta resposta não me cabe a mim, cabe a cada casal. Acreditam que serão felizes com estas cedências em deterioramento do outro? Acreditam que mesmo não estando alinhados no futuro da relação que vale a pena tentarem? Como disse no início deste texto, a dinâmica de um casal é marcada por cada um e o importante é que sejam felizes e se sintam confortáveis com o status e no estágio em que se encontram.

No meu ebook 5 REGRAS PARA AMAR vais descobrir quais as 5 regras essenciais para poderes Amar sem ter esqueceres de ti.

 

SPOILER ALERT: Em Outubro vou lançar um novo projecto que promete revolucionar a forma como encaramos as relações. Fica atento porque, pouco a pouco, vou desvendado o que aí vem!

 

 

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